Modelo Denver (ESDM)
Intervenção precoce e lúdica para crianças pequenas, que une desenvolvimento e princípios da ABA dentro da brincadeira. É um dos métodos cuja cobertura se tornou obrigatória pelos planos de saúde no Brasil.
O autismo não é uma doença a ser curada, mas uma forma de neurodesenvolvimento. As intervenções têm um objetivo claro: ampliar a comunicação, a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida. Abaixo, o que a melhor evidência mostra hoje, em linguagem simples.
As terapias trabalham habilidades concretas do dia a dia. Nenhuma serve para todos do mesmo jeito — o plano deve ser desenhado para a pessoa.
A ABA não é um "método" fechado nem uma terapia única: é uma ciência do comportamento e da aprendizagem. Na prática, ela divide habilidades grandes (como pedir água ou esperar a vez) em passos menores, ensina cada passo e reforça os avanços. É a abordagem com o maior volume de pesquisa científica de eficácia para o autismo, reconhecida por instituições de saúde de referência.
Intervenção precoce e lúdica para crianças pequenas, que une desenvolvimento e princípios da ABA dentro da brincadeira. É um dos métodos cuja cobertura se tornou obrigatória pelos planos de saúde no Brasil.
Apoia o desenvolvimento da comunicação — verbal e não verbal — e ajuda com seletividade alimentar e fala. Sistemas de comunicação por imagens (como o PECS) também entram aqui.
Trabalha autonomia nas atividades do cotidiano e questões sensoriais (sons, texturas, luz), ajudando a pessoa a se regular e participar mais do mundo ao redor.
Ponto essencial: não existe remédio que trate o autismo em si. O que a medicação pode fazer, em casos específicos e sob acompanhamento médico, é ajudar a manejar condições que costumam vir junto (as chamadas comorbidades) — como irritabilidade intensa, ansiedade, sono ou déficit de atenção.
São os dois medicamentos mais estudados no contexto do autismo. Uma síntese de revisões sistemáticas (2023) avaliou seu uso em crianças. Em resumo: ambos reduziram, em comparação com placebo, a gravidade de comportamentos como irritabilidade e agitação. Porém, a certeza dessa evidência foi classificada como moderada, e ambos se associam a efeitos adversos.
Referência: Revisões sistemáticas sobre risperidona e aripiprazol no TEA infantil — síntese publicada na BMJ Evidence-Based Medicine (2023). Diretrizes brasileiras: Protocolo Clínico do Ministério da Saúde para comportamento agressivo no TEA (CONITEC, 2022).
Resposta geralmente mais rápida e maior robustez de evidência, mas com carga metabólica maior — ganho de peso e elevação de prolactina são efeitos relatados. Exige acompanhamento laboratorial.
Eficácia comparável no curto/médio prazo, com tendência a menor ganho de peso. Pode causar inquietação (acatisia) no início. A escolha entre os dois deve ser individualizada pelo médico.
Médico, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional avaliam necessidades e pontos fortes — o ponto de partida.
Metas concretas e mensuráveis, definidas com a família e (sempre que possível) com a própria pessoa autista.
Combinação de terapias adequadas ao perfil; medicação apenas se houver indicação médica clara para comorbidades.
O que funciona muda com o tempo. Revisar metas e abordagens periodicamente é parte do processo.